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Minha Trajetória Profissional
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Hoje, compartilho com vocês a transcrição do vídeo que fiz para o projeto da Casa FIRJAN, em parceria com o Distrito de Educação de Botafogo, do qual o Colégio Santo Inácio, escola do meu filho, faz parte.
Olá, meu nome é Luiz Gustavo Torres, eu sou médico-oncologista e eu vou compartilhar um pouco da minha trajetória profissional, incluindo uma história pessoal que foi decisiva na minha escolha de carreira. Desde pequeno, eu posso dizer que eu convivi de perto com a medicina, mas não daquela maneira mais fácil. Eu tive asma na minha infância, o que me levou a precisar de inúmeros atendimentos médicos durante essa fase, e até internações devido a crises muito intensas de falta de ar.
E foi durante esse período difícil da minha vida que eu conheci muitos médicos, mas um deles em especial marcou para sempre a minha vida, que foi o doutor Alberto, ou doutor Albertinho, como eu o chamava. Ele foi, sem dúvida, a minha maior inspiração para seguir a medicina. O doutor Albertinho, ele era muito mais do que um médico comum, ele era um exemplo de empatia e de compromisso, ligando inúmeras vezes para casa dos meus pais, sempre para saber como eu estava, inclusive de noite e de madrugada.
Esse cuidado genuíno, essa preocupação com o meu bem-estar, me inspiraram profundamente. E essa experiência com o doutor Albertinho me fez entender o poder transformador da empatia na medicina, no cuidado de alguém. E foi o que me motivou, sem dúvida, a querer fazer a diferença na vida das outras pessoas, assim como ele conseguiu fazer na minha.
Com essa inspiração, eu entrei na UFRJ, onde me formei em 1998. Depois eu fiz residência em clínica médica na UFRJ, já no ano 2000, e me especializei em Oncologia Clínica no Inca em 2004. E ao longo dessa trajetória, eu percebi que o conhecimento técnico, claro, é fundamental, mas o crescimento emocional do médico é igualmente essencial.
Os desafios que enfrentei, especialmente na Oncologia, me ensinaram que é preciso muito mais do que as ditas habilidades clínicas, técnicas. A cada paciente que eu vejo hoje, eu procuro lembrar da empatia do doutor Albertinho e me esforço para oferecer não só o melhor cuidado técnico, o melhor tratamento médico, mas também o melhor apoio emocional ao paciente. Hoje, na Oncologia Dor e na Clínica São Vicente, no Rio de Janeiro, na minha prática diária, eu sempre procuro descobrir como aplicar o meu conhecimento técnico e a minha experiência profissional para ajudar cada paciente a tomar as melhores decisões em torno do seu tratamento.
O futuro da medicina, eu penso que será cada vez mais tecnológico, mas eu acredito que a empatia continuará sendo o elemento chave. A tecnologia pode e vai nos ajudar a diagnosticar melhor, a tratar melhor, mas o cuidado humano, esse é insubstituível. Um dos maiores desafios será, sem dúvida, equilibrar esses avanços com a manutenção de um cuidado realmente centrado e voltado para o paciente.
Nós vamos precisar estar preparados emocionalmente e tecnicamente para lidar com essas complexidades do nosso novo cenário. E a minha jornada na medicina começou com uma experiência pessoal e foi moldada por um médico que entendeu a importância da empatia. Eu espero que a minha história também possa inspirar vocês (alunos) a valorizar tanto o conhecimento técnico quanto o cuidado emocional em suas futuras carreiras.
Obrigado por Lèr essa transcrição e eu desejo a todos sucesso e que encontrem, assim como eu, uma inspiração para transformar a vida de outras pessoas através da medicina.
Muito obrigado!
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